Dia do Homem: vamos falar sobre saúde masculina?

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Equipe Manual
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Equipe médica
Última atualização
15 de julho 2022

Pouco se fala sobre ele, mas sabia que existe o Dia do Homem? Internacionalmente, a data costuma ser comemorada em 19 de novembro, mas no Brasil é celebrada no dia 15 de julho. Indepedente de que dia, as datas foram criadas para conscientizar sobre a saúde do homem e a importância do cuidado com o bem-estar – assuntos que ainda são um tabu para uma boa parte da população mundial masculina. 

Tanto é que existem estudos que tentam entender por quais motivos os homens ainda procuram menos acompanhamento médico do que mulheres e a conclusão sempre se volta à visão antiga de que os homens são “invulneráveis”, ou seja, não precisam se preocupar com o próprio cuidado. 

Nós estamos aqui para quebrar esse tabu e, foi pensando nisso, que separamos alguns dados sobre o assunto para reforçar a importância do diálogo e do autocuidado entre os homens. Veja no artigo a seguir! 

Homens se cuidam menos do que mulheres? 

Em geral, sim! Existem dados do IBGE que compararam a porcentagem de pessoas que procuraram ajuda médica e o resultado foi 69% de homens comparados a 82% de mulheres. A expectativa de vida de cada um também tem uma diferença relevante: homens vivem 7 anos a menos do que mulheres em geral. 

Dia do Homem: eles se cuidam menos do que as mulheres?

Saúde do homem brasileiro: eles adoecem mais?

Um estudo fez um panorama da saúde dos brasileiros, levando em consideração os motivos que fazem os homens adoecerem mais do que as mulheres e quais as doenças que foram causas da mortalidade entre eles nos anos de 2014 a 2018. 

De novo, aparece o fato de que muitos homens acreditam que não ficarão doentes, mas outros motivos também entram na conversa: o medo de descobrir doenças e o fato de não seguirem o tratamento recomendado.  Outro ponto que ficou em evidência foram as principais causas de mortalidade em que estavam doenças do aparelho circulatório, tumores e doenças do aparelho digestivo – casos que requerem acompanhamento médico para diagnóstico e tratamento. 

Outras condições comuns entre homens

Mas não são apenas as doenças mais graves que atingem os homens. Condições como a disfunção erétil (quando o homem não consegue ter uma ereção ou manter durante a relação)  atingem uma parcela relevante da população, impactando não só a saúde sexual mas a autoestima e saúde mental também. No Brasil, cerca de 45% já sofreram com a condição – e, expandindo o olhar globalmente, também existem dados que revelam dados surpreendentes, olha só:

  • 1 em 4 homens com problemas de ereção tem menos de 40 anos 
  •  52% dos homens devem sofrer com impotência em algum momento da vida 
  • Em 2025, cerca de 322 milhões de homens devem sofrer com problemas de ereção

A queda de cabelo também é uma condição bem comum entre homens em todo mundo. A calvície, cientificamente chamada de alopecia androgenética, é uma condição que gera a perda dos fios gradualmente, principalmente nas “entradas” e no topo da cabeça. Separamos alguns dados para você ficar por dentro do assunto: 

  • Segundo a OMS, 50% dos homens serão calvos até os 50 anos 
  • Se alguém da família é calvo, a chance do homem também  ser é de 80% 
  • Em média  30% sofrem com queda capilar antes do 30 anos, 50% aos 50 e quase 80% aos 70 anos, segundo dados do estudo “Androgenetic alopecia: a review”, publicado no National Library of Medicine

Como tratar? 

Os problemas com ereção e a calvície são problemas que causam impactos maiores do que se imagina na vida do homem. A boa notícia é que existem tratamentos comprovados que ajudam com isso! 

Existem diferentes tratamentos que ajudam com problemas de ereção. Os inibidores de fosfodiesterase tipo 5, ou PDE5, são medicamentos considerados os mais eficazes atualmente – eles são utilizados via oral e agem bloqueando a ação da enzima PDE5, que impede que o pênis receba o fluxo sanguíneo necessário para obter uma ereção. 

A Tadalafila é um desses medicamentos e um dos seus principais benefícios é o fato de oferecer resultados por até 36 horas, quando prescrita para uso ocasional. O remédio para impotência também pode ser usado diariamente, para resultados contínuos, mas em doses menores – o médico será responsável por indicar a melhor opção para o seu caso. 

  • Tratamentos para calvície 

Os possíveis tratamentos para calvície rendem muito papo, mas a verdade é que poucos medicamentos são comprovados pela ciência – e é neles que vamos focar aqui!

O Minoxidil é um dos mais populares. Ele é um vasodilatador que ajuda a aumentar o fluxo sanguíneo nos folículos capilares, onde o cabelo é produzido, e isso contribui intensificando a circulação de oxigênio e de nutrientes na região. O medicamento existe em duas vias de administração: oral e tópico

Enquanto isso, os bloqueadores de DHT, como o nome já indica, age inibindo a produção de dihidrotestosterona, o DHT. Para que você entenda melhor, esse é um hormônio produzido a partir da testosterona e, com o tempo, ele afina os folículos capilares, gerando as áreas calvas ao redor da cabeça.

A Finasterida é um dos bloqueadores de DHT mais conhecidos, e mais prescritos também. Estudos mostraram que o medicamento interrompeu a queda ou aumentou o crescimento do cabelo em 90% dos participantes, ou seja, também é muito eficaz. 

Finasterida

Cápsulas

O medicamento mais prescrito para calvície no mundo, ideal para quem prefere um tratamento mais prático, de apenas 1 cápsula ao dia. Os estudos comprovam eficácia em 9 a cada 10 homens, pois bloqueia a ação e produção do DHT, hormônio responsável pela calvície masculina.


Contém
Finasterida 1mg/cápsula
Resultados
Eficaz para cerca de 90% dos homens

Além dela, também há a Dutasterida, que tem sido cotada como mais eficaz do que a Finasterida – e não é a toa – um estudo indicou que os resultados obtidos com a medicação foram 29% maiores do que com a Finasterida

O Saw Palmetto também é uma opção para tratamento de calvície. O medicamento possui composição mais natural, com menores chances de efeitos colaterais e foi eficaz em 60% dos participantes de um estudo

Já sabia sobre esses dados? Não dá para negar que é hora da saúde entrar no radar de muitos homens, não é? Conte com a gente para isso 🙂

Embora garantimos que tudo o que você lê no Manual de Saúde seja revisado e aprovado por um médico, as informações apresentadas aqui não têm a intenção de substituir o aconselhamento, diagnóstico ou tratamento médico profissional. Nunca deve substituir um aconselhamento médico específico. Se você tiver alguma dúvida ou preocupação, fale com seu médico.

References

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  4. Dados de morbimortalidade masculina no Brasil – https://bvsms.saude.gov.br/bvs/folder/dados_morbimortalidade_masculina_brasil.pdf 

  5. Dia Nacional do Homem: uma data para refletir sobre a saúde masculina – https://www.gov.br/ans/pt-br/assuntos/noticias/sobre-ans/dia-nacional-do-homem-uma-data-para-refletir-sobre-a-saude-masculina

  6. Gomes, Romeu, Nascimento, Elaine Ferreira do e Araújo, Fábio Carvalho dePor que os homens buscam menos os serviços de saúde do que as mulheres? As explicações de homens com baixa escolaridade e homens com ensino superior. Cadernos de Saúde Pública [online]. 2007, v. 23, n. 3 [Acessado 13 Julho 2022] , pp. 565-574. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S0102-311X2007000300015>. Epub 22 Fev 2007. ISSN 1678-4464. https://doi.org/10.1590/S0102-311X2007000300015.

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  8. Kaufman, K. D., Olsen, E. A., Whiting, D., Savin, R., DeVillez, R., Bergfeld, W., Price, V. H., Van Neste, D., Roberts, J. L., Hordinsky, M., Shapiro, J., Binkowitz, B., & Gormley, G. J. (1998). Finasteride in the treatment of men with androgenetic alopecia. Finasteride Male Pattern Hair Loss Study Group. Journal of the American Academy of Dermatology, 39(4 Pt 1), 578–589. https://doi.org/10.1016/s0190-9622(98)70007-6

  9. Prager, N., Bickett, K., French, N., & Marcovici, G. (2002). A randomized, double-blind, placebo-controlled trial to determine the effectiveness of botanically derived inhibitors of 5-alpha-reductase in the treatment of androgenetic alopecia. Journal of alternative and complementary medicine (New York, N.Y.), 8(2), 143–152. https://doi.org/10.1089/acm.2002.8.143 

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