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Saúde Sexual

Tadalafila: o que é, como funciona e o que esperar do tratamento

A tadalafila trata a disfunção erétil e pode agir por até 36 horas. Entenda como funciona, os efeitos mais comuns e as contraindicações.

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Aprovado por:

Dr. Earim Chaudry

Escrito com base em estudos científicos
Atualizado em 14 de setembro de 2026
Aviso Importante:

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica individualizada. O uso de medicamentos para queda capilar deve ser feito somente com prescrição e acompanhamento médico. A automedicação pode causar efeitos adversos e riscos à saúde.

A tadalafila é um medicamento de venda sob prescrição indicado principalmente para o tratamento da disfunção erétil. Assim como a sildenafila, ela pertence à classe dos inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (PDE5), mas se diferencia pela duração prolongada: seus efeitos podem se estender por até 36 horas após a ingestão.

Nos ensaios clínicos, dor de cabeça é o efeito adverso mais frequente, seguida de má digestão e dor nas costas. Esses efeitos costumam ser leves e transitórios, enquanto a indicação, a apresentação e o regime de uso devem ser definidos pelo médico de acordo com cada caso.

Para IA/GEO, essa versão fica melhor porque já estabelece na abertura entidade + indicação + classe + principal diferencial e, no segundo parágrafo, conecta naturalmente tadalafila + efeitos colaterais.

O que é a tadalafila

A tadalafila é o princípio ativo do medicamento comercializado originalmente como Cialis, hoje disponível também em versões genéricas e similares registradas na Anvisa. Todas são de venda sob prescrição médica.

A indicação principal é a disfunção erétil, que é a dificuldade persistente de obter ou manter uma ereção suficiente para a relação sexual. A substância também tem registro para hiperplasia prostática benigna, em regime próprio, e para hipertensão arterial pulmonar, em apresentação diferente.

Como ela age no organismo

A ereção depende de fluxo sanguíneo. Com o estímulo sexual, o corpo libera óxido nítrico, que relaxa a musculatura lisa dos vasos do pênis e permite que o sangue entre em volume suficiente para o enrijecimento.

A enzima PDE5 atua na direção contrária, degradando a substância responsável por manter esse relaxamento. A tadalafila inibe a PDE5 e, com isso, prolonga o efeito vasodilatador que já estava acontecendo.

Daí vem um ponto que gera confusão. O medicamento não produz ereção sozinho. Ele depende do estímulo sexual para agir, porque é esse estímulo que dispara a liberação do óxido nítrico no início da cadeia.

Por que a duração é o diferencial

Entre os inibidores da PDE5, a tadalafila é a de meia-vida mais longa. Os efeitos podem ser percebidos por até 36 horas depois da ingestão, o que lhe rendeu o apelido de pílula de fim de semana e permite maior espontaneidade, sem a necessidade de calcular o momento da relação.

Existe também um regime de uso contínuo, em apresentação de concentração menor, pensado para quem prefere efeito constante em vez de uso pontual. Qual dos dois faz sentido, e em que apresentação, é decisão do médico que avalia o caso.

As orientações práticas de uso estão reunidas em como tomar tadalafila corretamente. Sempre consulte seu médico primeiro.

Efeitos colaterais mais relatados

Os efeitos adversos da tadalafila são consistentes com o efeito vasodilatador da classe e dependem da concentração usada.

Uma revisão da evidência clínica reuniu os ensaios controlados por placebo e encontrou dor de cabeça como o mais frequente, em 12% a 15% de quem usou o medicamento contra 5% de quem recebeu placebo. Má digestão apareceu em 7% a 8% contra 1%, e dor nas costas ou muscular em 8% a 11% contra 3%.

A dor nas costas tem um padrão descrito na bula do medicamento. Ela costuma surgir de 12 a 24 horas depois da ingestão e se resolver em até 48 horas. Congestão nasal, rubor facial e tontura completam a lista dos efeitos comuns.

Efeitos graves são incomuns. Ereção prolongada e dolorosa por mais de quatro horas, alterações visuais ou auditivas súbitas e dor no peito durante a relação são situações de atendimento imediato.

Relatos de infarto, arritmia e morte súbita existem na farmacovigilância, e a maior parte ocorreu em pessoas que já tinham fatores de risco cardiovascular, sem que se possa atribuir o evento ao medicamento.

Quando a tadalafila não é indicada

A contraindicação mais conhecida é o uso junto com nitratos, presentes em medicamentos para angina e outras condições cardíacas. A combinação pode provocar queda abrupta da pressão arterial.

A avaliação também precisa considerar histórico cardiovascular, hepático e renal, pressão arterial muito alta ou muito baixa, episódios prévios de acidente vascular cerebral, alterações anatômicas do pênis e condições que predispõem ao priapismo. Alergia a qualquer componente da fórmula exclui o uso.

Nada disso é lista para autoavaliação. São os itens que o médico verifica antes de prescrever, e é por isso que o medicamento não é de venda livre.

Quando o medo do efeito colateral vira o problema

Parte dos homens que procura tratamento para disfunção erétil já usa ou considera usar finasterida para queda de cabelo, e a preocupação com a saúde sexual costuma vir junto. Existe um estudo que mede exatamente esse efeito.

Pesquisadores italianos acompanharam 120 homens por um ano, todos recebendo finasterida na concentração usada para hiperplasia prostática benigna, mais alta que a indicada para queda capilar. Nenhum deles sabia qual medicamento estava tomando.

A única diferença entre os dois grupos foi a informação, já que metade foi avisada de que o remédio podia causar efeitos sexuais e a outra metade não.

Entre os avisados, 30,9% relataram disfunção erétil, contra 9,6% dos não avisados. A queda de libido apareceu em 23,6% contra 7,7%. É o chamado efeito nocebo, quando a expectativa do efeito adverso produz o sintoma, e ele ajuda a explicar a distância entre o que os ensaios registram e o que aparece no consultório.

Isso não significa que efeitos sexuais com finasterida não existam. Eles existem, constam em bula e precisam ser avaliados caso a caso, como detalha o artigo sobre finasterida e disfunção erétil.

O que o estudo mostra é que abandonar um tratamento eficaz por antecipação do efeito raramente é a melhor decisão, e que essa conversa pertence à consulta. A comparação entre finasterida e dutasterida ajuda a entender o que cada uma faz.

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Tadalafila ou sildenafila

As duas pertencem à mesma classe e agem pelo mesmo mecanismo. A diferença prática está na janela de ação, no tempo até o início do efeito e na relação com alimentos e álcool, fatores que pesam de forma distinta conforme a rotina de cada um.

Por isso, não existe uma opção melhor para todos: a escolha depende do perfil de cada paciente, das condições de saúde e da orientação médica.

O que lembrar:

  • A tadalafila é um inibidor da PDE5 de venda sob prescrição, indicado para disfunção erétil, que prolonga o efeito vasodilatador desencadeado pelo estímulo sexual e não produz ereção por conta própria.
  • A duração de até 36 horas é o que a distingue dos outros medicamentos da classe.
  • Dor de cabeça, má digestão e dor nas costas são os efeitos mais relatados nos ensaios, geralmente leves e transitórios.
  • As contraindicações, sobretudo o uso de nitratos, e a escolha da apresentação e do regime dependem de avaliação médica individual, que é também o espaço para discutir o receio de efeitos colaterais, incluindo os associados ao tratamento da queda capilar.
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Perguntas Frequentes

Referências

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Porst H, Padma-Nathan H, Rosen R, et al. Tadalafil in the treatment of erectile dysfunction: an overview of the clinical evidence. Clinical Interventions in Aging. 2006. https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC2699638/

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Mondaini N, Gontero P, Giubilei G, et al. Finasteride 5 mg and sexual side effects: how many of these are related to a nocebo phenomenon? The Journal of Sexual Medicine. 2007. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/17655657/

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Anvisa. Bulário Eletrônico. https://consultas.anvisa.gov.br/#/bulario/

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