Queda Capilar

O que é a escala de Norwood?

Conheça a escala de Norwood e entenda melhor sobre a evolução da queda capilar em homens

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Equipe médica
iconÚltima atualização 2 de maio 2024
Em 30 segundos…

A calvície na área da coroa não é algo difícil de identificar – geralmente acontece com o afinamento dos fios na região, enquanto o cabelo ao redor da cabeça (região da nuca) permanece intacto. Também é possível que essa coroa calva seja acompanhada pelo recuo na linha capilar (“entradas”).

E sim, esse processo de queda dos fios é algo normal ao longo do envelhecimento, mas existem algumas medidas que ajudam a evitar que ela evolua.

O que é a escala de Norwood?

A escala de Norwood, às vezes chamada de escala de Hamilton-Norwood, é um sistema usado para classificar a progressão da calvície. O padrão foi introduzido lá em 1951 por um cientista chamado de James Hamilton, que identificou oito estágios diferentes da queda capilar.

Porém, nos anos 70, um outro cientista observou algumas falhas no modelo e o corrigiu, sendo ele o Dr. O’tar Norwood. Depois de ajustada, a escala se tornou o método mais popular para categorizar a queda de cabelo em homens, no entanto, vale lembrar que ela é uma entre outras metodologias existentes com esse intuito. 

A escala de Norwood identificou sete estágios principais na evolução da queda capilar, do couro cabeludo completo por fios a uma única faixa de cabelo na parte de trás da cabeça.

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Lidando com a queda progressiva de cabelo

Muitos homens experienciam a queda de cabelo ao longo da vida. De acordo com um estudo da American Hair Loss Association, aproximadamente 85% dos homens vão ter sinais ou vão sofrer de fato com a calvície aos 50 anos.

Mas a forma como a linha do cabelo recua varia em cada homem, além do que a própria queda em si acontece de um jeito diferente em cada um. Enquanto alguns só aceitam a calvície e convivem, outros agem para combatê-la.

Então, para entender a evolução e os efeitos da queda de cabelo, nos voltamos para a escala de Norwood – o sistema pelo qual alguns cientistas tentaram esquematizar o padrão por trás da calvície. E no final do dia, esses sete estágios de progressão são um ponto em comum entre a maioria de nós em relação à queda de cabelo.

Os sete estágios da escala de Norwood

A classificação de Norwood possui sete estágios, que são utilizados hoje em dia para entender a evolução da calvície de padrão masculino, são eles:

Estágio 1: sem nenhuma queda de cabelo ou recuo da linha capilar significante. 

Estágio 2: leve recuo da linha do cabelo ao redor da têmpora. Geralmente é simétrica. 

Estágio 3: o primeiro estágio da escala que realmente é considerada como calvície. A região ao redor das têmporas está parcialmente coberta pelo cabelo e a linha capilar começa a se apresentar em formatos de M, U ou V. 

  • Coroa: estágio alternativo que acontece quando os fios começam a afinar na “coroa” da cabeça, sem afetar a linha de cabelo. 

Estágio 4: recuo mais severo da linha de cabelo, além dos fios estarem mais ralos na coroa da cabeça. Nesse estágio, existe uma faixa de cabelo mais volumoso dividindo as duas áreas calvas. 

Estágio 5: a linha de cabelo recua ainda mais e a área calva na coroa do cabelo é maior. Apenas uma pequena linha de cabelo separa as áreas calvas.

Estágio 6: a área calva aumenta até o topo da cabeça, com apenas alguns pontos escassos de cabelo.

Estágio 7: o último estágio da queda capilar deixa apenas uma única linha de cabelo nas laterais e atrás da cabeça. 

Por que a escala é relevante?

A escala de Norwood é popular por ser uma metodologia científica feita para entender melhor o padrão da calvície. Ela também é uma forma de compreender o quanto nossa queda capilar evolui – e o que podemos esperar a seguir. Isso pode ser um grande aliado para nos sentirmos mais seguros, já que a informação nos faz sentir com maior controle sobre a situação.

No entanto, vale lembrar que nem todo mundo está exatamente dentro de uma classificação, ok? Então, se não se identificar com nenhum dos estágios, não precisa se preocupar! Homens experienciam a calvície de formas diferentes e alguns estudos acadêmicos têm mostrado que a escala de Norwood não é 100% precisa na prática. 

Por que os cabelos caem?

A escala de Norwood é um jeito simples de representar o que está acontecendo aos olhos de quem vê de fora. Mas para falar do porquê a calvície acontece, precisamos entrar em dois outros assuntos: folículos capilares e hormônios.

A calvície acontece por conta de um hormônio conhecido como dihidrotestosterona ou DHT. Produzido a partir da testosterona, essa substância não é de todo ruim: ela é importante para o desenvolvimento físico de homens biológicos, ao ajudar na formação dos órgãos genitais e características como a voz grossa e o cabelo corporal.

Porém, com o tempo, o DHT se acumula no organismo e o problema é que os folículos capilares – as “cápsulas” na sua pele que produzem cabelo – geralmente são sensíveis ao hormônio. E adivinha qual deles são os mais sensíveis? Aqueles no couro cabeludo, principalmente os ao redor da têmporas e na coroa da cabeça. Em outras palavras, os lugares que a escala de Norwood mostra que perdemos o cabelo primeiro.

Graças a sensibilidade ao hormônio, os folículos encolhem, enfraquecem e, ao final, param de produzir cabelo. E isso significa que a calvície evolui aos poucos, até que sobrem apenas os folículos atrás e nas laterais da cabeça.

Opções de tratamento para calvície

A boa notícia é que não estamos fadados a viver a calvície até os últimos estágios mostrados pela escala de Norwood. Temos o poder de parar a queda capilar – e, em alguns casos, de impulsionar o crescimento do cabelo.

Como? Existem alguns medicamentos comprovados no tratamentos da queda capilar:

Finasterida: é um tratamento para calvície que atua cortando o mal pela raiz ao inibir a produção de DHT, o que diminui as chances dos folículos serem sensibilizados por ele. E ela funciona? Pode apostar que sim – Aproximadamente 90% dos participantes em um estudo relataram o crescimento do cabelo. 

Dutasterida: além da Finasterida, há outros bloqueadores de DHT que são comprovados no combate da calvície. A Dutasterida é um deles e tem se mostrado ainda mais efetivo do que ela – em um estudo, a medicação foi 29% mais eficaz na redução dos causadores da queda capilar do que a Finasterida.

Saw Palmetto: o Saw Palmetto é mais uma opção. O medicamento surgiu como uma alternativa para homens que optam por tratamentos mais naturais e mostrou 60% de eficácia em estudos realizados. 

Minoxidil: além deles, o Minoxidil é uma alternativa que pode ser utilizada em formato tópico ou oral. O medicamento funciona aumentando o fluxo sanguíneo no couro cabeludo, ajudando na nutrição dos folículos cabeludos. Enquanto o Minoxidil é geralmente utilizado na coroa da cabeça, ele também é efetivo para tratar o recuo da linha de cabelo. 

Se você quiser potencializar os resultados contra a calvície, a combinação do Minoxidil com um bloqueador de DHT pode ajudar bastante! Estudos têm mostrado que homens que usam essa estratégia podem ter 95% dos cabelos crescendo novamente.

Observação: quando se fala em reverter a calvície, quanto antes começar, melhor. O tratamento funciona apenas quando os folículos capilares ainda têm a capacidade de produzir cabelo. Quanto mais você avançar na escala de Norwood, menor as chances de contornar a situação.

Embora garantimos que tudo o que você lê no Manual de Saúde seja revisado e aprovado por um médico, as informações apresentadas aqui não têm a intenção de substituir o aconselhamento, diagnóstico ou tratamento médico profissional. Nunca deve substituir um aconselhamento médico específico. Se você tiver alguma dúvida ou preocupação, fale com seu médico.


References
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American Hair Loss Association. Men’s Hair Loss: https://www.americanhairloss.org/men hair loss/introduction.html

icon²

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icon³

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A randomized, double-blind, placebo-controlled trial to determine the effectiveness of botanically derived inhibitors of 5-alpha-reductase in the treatment of androgenetic alopecia. J Altern Complement Med. 2002 Apr

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Marked suppression of dihydrotestosterone in men with benign prostatic hyperplasia by dutasteride, a dual 5alpha-reductase inhibitor.

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