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Saúde Sexual

Qual a diferença entre Tadalafila e Sildenafila?

Entenda porque os medicamentos têm a mesma eficácia, mas diferenças importantes na duração, na espontaneidade e na forma de uso.

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Aprovado por:

Time Clínico MANUAL

iconÚltima atualização 21 de maio de 2026
Escrito com base em estudos científicos
Tempo de leitura: 5 min
Aviso Importante:

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica individualizada. O uso de medicamentos para queda capilar deve ser feito somente com prescrição e acompanhamento médico. A automedicação pode causar efeitos adversos e riscos à saúde.

Tadalafila e sildenafila são os dois medicamentos mais prescritos para disfunção erétil no mundo. Os dois pertencem à mesma classe farmacológica e têm eficácia comparável, mas diferem de forma relevante em duração dos efeitos, janela de ação e compatibilidade com alimentos. Entender essas diferenças ajuda a escolher, junto com o médico, qual se encaixa melhor ao seu estilo de vida.

Como funcionam tadalafila e sildenafila?

Os dois medicamentos são inibidores da PDE5, uma enzima que reduz o fluxo sanguíneo no pênis e dificulta a ereção. Ao inibir essa enzima, tadalafila e sildenafila favorecem a dilatação dos vasos e possibilitam a resposta erétil diante de estimulação sexual.

Vale ressaltar que nenhum dos dois age de forma independente: a estimulação é necessária para que o efeito ocorra.

Qual a diferença entre tadalafila e sildenafila?

A principal diferença está na duração e na janela de ação. A sildenafila começa a agir em torno de uma hora após a ingestão e seus efeitos duram em média 4 horas. Por isso, exige planejamento: é indicada para quem quer se preparar para um momento específico.

A tadalafila de uso ocasional tem uma janela muito mais ampla: os efeitos começam em cerca de 30 minutos e podem durar até 36 horas, o que rendeu a ela o apelido de "pílula do fim de semana". Essa característica oferece mais espontaneidade, sem a necessidade de sincronizar a tomada com a relação sexual.

Existe ainda a tadalafila de uso diário, em doses menores e contínuas, que mantém o efeito constante ao longo do tempo. É uma opção para homens que preferem não pensar no medicamento antes de cada relação.

Outro ponto relevante: a ação da sildenafila sofre interferência de refeições gordurosas, que retardam sua absorção. A tadalafila não apresenta essa limitação, podendo ser tomada independentemente das refeições.

Qual é mais eficaz: tadalafila ou sildenafila?

Os dados dos estudos clínicos mostram eficácia semelhante entre os dois. Dados do relatório da EMA sobre o Viagra indicam que a sildenafila foi eficaz em 82% dos casos avaliados; estudos com a tadalafila apontam 81%. Uma diferença de 1% que, do ponto de vista clínico, não é significativa.

Uma meta-análise publicada na International Urology and Nephrology confirma que os dois têm desempenho comparável no tratamento da disfunção erétil.

Efeitos colaterais de tadalafila e sildenafila

Os efeitos colaterais mais comuns são compartilhados pelos dois medicamentos: dor de cabeça, rubor facial, congestão nasal, tontura e refluxo gastroesofágico.

Em casos mais raros, podem ocorrer alterações visuais transitórias e, raramente, priapismo, que é ereção prolongada e dolorosa que exige atenção médica imediata.

Há algumas diferenças de perfil entre os dois. Especialistas observam que alterações visuais são relatadas com maior frequência com o uso da sildenafila, enquanto dores musculares e nas costas aparecem com mais frequência com a tadalafila, especialmente na versão de uso diário.

Nenhuma dessas diferenças é determinante para a escolha; o que importa é como cada organismo responde individualmente.

Qual dos dois é mais seguro?

Ambos têm aprovação da Anvisa e são considerados seguros dentro das indicações aprovadas. A principal contraindicação para os dois é o uso concomitante de nitratos, medicamentos utilizados no tratamento de doenças cardíacas. A combinação pode provocar queda grave da pressão arterial.

Além disso, a prescrição deve ser feita com cautela em homens com histórico de problemas cardíacos graves, insuficiência hepática ou renal severa, hipotensão, AVC recente, doença de Peyronie ou condições associadas ao risco de priapismo, como anemia falciforme e leucemia. Nesses casos, o médico avalia o risco-benefício individualmente antes de prescrever.

Tadalafila ou sildenafila: qual o melhor para mim?

A escolha médica vai depende depende principalmente do histórico de saúde, estilo de vida e preferências pessoais.

Homens que preferem espontaneidade e querem evitar a necessidade de planejar a tomada tendem a se adaptar melhor à tadalafila, especialmente na versão de uso diário. Quem prefere usar o medicamento de forma pontual, em momentos planejados, pode se identificar mais com a sildenafila.

Um estudo que avaliou a preferência de parceiras de homens em tratamento mostrou preferência pela tadalafila, provavelmente pela maior espontaneidade que ela proporciona ao casal. Ainda assim, muitos homens respondem bem à sildenafila e relatam satisfação elevada com o tratamento.

Interação com tratamentos de queda capilar

Se você também está em tratamento para queda de cabelo com finasterida ou dutasterida, vale saber que a preocupação com a saúde sexual é comum nesse contexto.

Tadalafila e sildenafila podem ser indicadas em conjunto com tratamentos capilares quando há avaliação médica que justifique, sem contraindicações entre os medicamentos. Para entender melhor como o tratamento capilar se relaciona com a função erétil, veja o artigo sobre como melhorar a ereção.

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O que lembrar

  • Tadalafila e sildenafila têm eficácia equivalente no tratamento da disfunção erétil.
  • A diferença está na duração dos efeitos e na flexibilidade de uso: a tadalafila oferece maior janela de ação e versão de uso diário; a sildenafila é indicada para uso pontual e planejado.
  • Os dois exigem prescrição médica, têm contraindicações com nitratos e devem ser usados conforme orientação do médico.
  • Potencializar os resultados do tratamento também depende de hábitos de vida, não só do medicamento.
  • As informações deste artigo têm caráter educativo e não substituem o aconselhamento, diagnóstico ou tratamento médico profissional. Se você tiver dúvidas sobre disfunção erétil ou o uso de qualquer medicamento, consulte um médico.

Perguntas Frequentes

Referências
icon¹

Andersson KE. PDE5 inhibitors: pharmacology and clinical applications 20 years after sildenafil discovery. Br J Pharmacol. 2018;175(13):2554-2565. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6003652/

icon²

Coward RM, Carson CC. Tadalafil in the treatment of erectile dysfunction. Ther Clin Risk Manag. 2008;4(6):1315-1330. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2643112/

icon³

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icon

Yuan J et al. Comparative effectiveness and safety of oral phosphodiesterase type 5 inhibitors for erectile dysfunction: a systematic review and network meta-analysis. Eur Urol. 2013;63(5):902-912. https://doi.org/10.1016/j.eururo.2013.01.012

icon

Conaglen HM, Conaglen JV. Investigating women's preference for sildenafil or tadalafil use by their partners with erectile dysfunction: the partners' preference study. J Sex Med. 2008;5(5):1198-1207. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/18312284/